sábado, 30 de outubro de 2010

Prova de Dois Gumes

Abaixo segue um pequeno texto que escrevi durante minha graduação em Letras, na UEM.

PROVA DE DOIS GUMES

Noite. Céu estrelado. Um vento, forte e incomum para início de primavera, brinca com as poucas nuvens existentes, moldando-as, juntando-as, espalhando-as. A vida na cidade pulsa, duzentos e vinte volts. Estranhamente, é possível perceber um padrão no fluxo caótico dos automóveis. A vida na cidade vibra, motor quatro ponto zero. Diversas pessoas caminham pelas calçadas, perdidas em inúmeros pensamentos, atormentadas por vários problemas, seguindo muitos amores. A vida na cidade é vida, carne sangue e osso.

Oito horas. Casas, apartamentos, televisões, novelas, jornais, cinemas, bares, rádios, carros, músicas, escolas, aulas, adolescentes, hormônios, dúvidas, saudades, ruas, árvores, Cidade Canção, cerveja, coca-cola, cocaína, crack, computadores, “chats”, conversas, coito, comida, cancioneiros, universidade... Universidade.

Todos sentados. Com as filas nos seus devidos lugares. O professor dá as primeiras, únicas, instruções. Os alunos em fila. Folha branca, lápis, caneta, borracha, estojo, cola, questões, questionamento ... e as respostas não vêm. O professor, sempre a mesma atitude, sentado, imóvel, marmóreo, lembra uma estátua grega, um muro, Berlim, mistério. Os alunos pegam rascunhos, escrevem a lápis, apagam, escrevem. Seguem suas vidas. Nada disto pode alterar o curso natural de suas vidas. Nada...

Ou quase nada. Pelo menos para a maioria é assim. Ou parece ser assim. Os alunos em fila. Não podem conversar, a comunicação (base de toda sociedade) cortada. As cabeças voltadas para baixo, atitude de reverência, adoração, cabeças voltadas para o papel, os olhos fogem do professor, as cabeças voltadas para baixo. Uma cabeça voltada para o teto.

O aluno olha para o teto e, depois, em direção ao quadro novamente. O suor escorre pelo rosto e pelas mãos, a caneta escorrega, os músculos hesitam, tremem, as palavras gaguejam, as vísceras gritam, os cabelos gemem, exagero: como o professor tem coragem de fazer isso? será que ele não percebe que está matando a literatura? carrasco! ele não pode continuar. Mecanicamente a caneta desliza sobre o papel, via crucis, caminho estreito, mas errado. Palavras são cuspidas, frases escarradas. O gosto ruim na boca, o estômago embrulha. deve ser o que ele quer! Mal estar.

O aluno olha à sua volta. Todos escrevem. Ele escreve. Todos seguem no enterro, todos assinam o obituário. Questões são resolvidas sem responder aos questionamentos. O mal estar. Mortos. Machado, Rosa, Lispector, Pessoa, Lawrence, Twain, Dickens, Alencar, Trevisan, Camões, Balzac, Dumas, Andrade, Verde, Andrade, Barreto, Lobato, Quental, Ramos.

Cobertos pela máscara de falsidade com que todos nascemos, os alunos, sorridentes, cumprimentam o professor ao entregarem as provas respondidas. O professor sentado. Fechado. Mistério. Os batimentos cardíacos alterados. Expectativa, medo, pânico. Seu olhar vazio, seu rosto distante, seus pensamentos caóticos. eles estão matando a literatura. como conseguem fazer isso. não falam coisa com coisa. Única ação a ser tomada: demorar a entregar as notas.

Fora da sala, o ar é fresco, pessoas conversam, discutem, beijam, crianças assaltam, mulheres são atropeladas, homens enterrados. Fora da sala existe vida.

Contagem Regressiva

Que loucura.....

É só marcar a data que o tempo voa!!!! Os convites nem estão prontos ainda e faltam apenas 40 dias!!

Olha só:


Wedding-Countdowns

Quarenta dias e contando...

A cerimônia será realizada no dia 09 de dezembro de 2010... às 20hs...

Chega logo, dezembro!!



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Tema JA para 2011

Já saiu o Tema e o logotipo para o Ministério Jovem durante o ano de 2011:


Sim... sim... é o mesmo que será utilizado pelo evangelismo integrado. Isso que é integração!

Depois de vestirmos a camisa da Geração Esperança e reconhecermos o papel especial que podemos desempenhar no final de nossa História, chegou a hora de arregaçar as mangas e levar Esperança aos nossos amigos!

Ora, vem, Senhor Jesus!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ufa....

E que seja anunciado a todas as pessoas: os gigantes foram derrotados!

Não consigo nem descrever a sensação! É uma mistura de alívio, adrenalina, conforto, fé e agradecimento!

Satisfação pela certeza de que temos um DEUS nos céus que cuida de cada um de Seus filhos... e SIM... eu sou um dos Seus filhos!

E agora volto à vida...

E se você não entendeu nada do que aconteceu... não se preocupe... apenas se alegre comigo!

sábado, 3 de abril de 2010

grito

O texto abaixo foi escrito por Cândido Gomes e foi publicado no blog éoqhá (link do post AQUI). Hoje é "Sábado de Aleluia", que antecede a Páscoa. Não há nada mais apropriado do que relembrarmos o que nosso Senhor e Salvador suportou nesse dia por amor a cada um de nós. Aproveite a leitura.

grito 

“aí jesus deu um grito forte e morreu” (marcos 15:37 ntlh).

não há um jeito mais humano de morrer - um grito. na cruz, os lábios que só conheciam benção, louvor e cura são de repente violados por um grito - expressão que ultrapassa as barreiras do tempo, do espaço, da linguagem, e comunica mais que as próprias palavras.

sombras intrusas roubam as cores do espetáculo sinistro que toma lugar. escuridão.. se em seu nascimento houvera luz à meia-noite, em sua morte há trevas ao meio-dia. ausência de luz, denunciando a ausência do pai. e um grito de dor. nada poderia feri-lo com maior intensidade do que a estranha sensação de abandono do céu.

o quadro romântico que os artistas pintaram ao longo da história não passa de uma fórmula adulterada da cena vexatória protagonizada por um homem nu. na bíblia, nudez é um símbolo de pecado. onde há nudez, há pecado. foi assim no éden, na criação, quando o primeiro casal pecou. foi assim depois do dilúvio, na recriação, quando noé pecou. é assim na mensagem profética para a última igreja, nas cartas do apocalipse. o mesmo aconteceu na cruz.. ali, sobre dois toscos pedaços de madeira, toda vergonha do mundo repousava num só homem. Deus estava nu. em cristo, Deus tomou nosso pecado. carregou todas as vergonhas consigo, mas nem sequer uma delas era sua. era peso demais. era estranho demais.

e um grito cortou o coração da mãe, sangrou o coração do pai, mas dividiu a história em duas. um grito rasgou o diafragma do pecado e alcançou o céu, para dar sentido a todos os gritos de quem se sente perdido, mas não encontra em si meios de salvação.

as dores de cristo são a cura para cada alma perdida. o grito da cruz é a melodia do céu, é a canção dos salvos. que esse grito encontre eco em seu coração hoje. que você encontre vida em cristo.


e descanse.

quarta-feira, 24 de março de 2010

E a sensação que fica...


Imagem kibada do Big Bother, que kibou lá do Dez Milhões...

E, depois de tudo, a sensação que fica é a de que não vale a pena...

Sabe assim quando você cansa de algo... Eu cansei de Big Brother... não é decepção... não mágoa... eu simplesmente cansei, mesmo.

Esse ano parecia que eu estava assistindo a um programa diferente do que a maioria das pessoas. Excetuando os dois primeiros paredões, não acertei (ou não concordei, mesmo que o resultado fosse previsível) com nenhum outro.

Acho que não é mais pra mim... e logo eu, que já pensei em me inscrever para participar do programa. Hoje tenho certeza que não me sairia bem ali dentro. Diria como a Elenita: "Não tenho estrutura pra isso não, gente!" Na verdade, acho que não tive estrutura nem pra assistir a essa edição. Quem dirá participar. Bastava eu começar a me apegar a algum participante que ele era eliminado logo em seguida. Torcia pra Tessália, depois precisei torcer por outro e escolhi o Alex. Saiu... Elenita... saiu... Depois Angélica, seguida por Cacau... Michel... e, por fim, Serginho. No final, ficou apenas o gosto amargo na boca.

E não estou criticando o programa, não... estava tudo lá: participantes polêmicos, egos inflados, edição de primeira qualidade... todos os ingredientes e mais um pouco. Mas o encanto acabou.

Na eliminação do Michel fiz um comentário no twitter... olha ele aí:


O Boninho me deu block depois disso (huahuahuahuahuahauhau)... mas a verdade é que não consigo mais me divertir com o que restou.

Ano que vem tem mais? Tem... sempre tem... Vou assistir? Não sei... provavelmente... mas não tenho certeza.

Acredito que vou só acompanhar o Big Brother Botswana. Garantia de muitas risadas ("Lá no Brasil o público foi eliminado!").

Fica a dica.

E vai indo que eu não vou.

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